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Dr. André Sena Maia - Médico Veterinário


 
Dr. André Sena Maia é Médico Veterinário e Coordenador da Zoomedial, sendo esta a única Clinica Veterinária devidamente cadastrada no CRMV/RJ e demais órgãos competentes com atendimento exclusivo a animais silvestres e exóticos no Rio de Janeiro.  Como costuma dizer : "Cães e gatos é que são exóticos em nossa clinica, pois não fazemos consultas a essas espécies".
Reconhecido pela sua vasta e sólida experiência profissional, atua efetivamente há mais de 15 anos em Zoologicos juntamente com sua equipe.
Já foi apresentador de um programa de animais na TV Record de 2006 a 2007, tendo como parceira sua sócia e esposa Vanessa Serra, que também é Médica Veterinária.
Participou de diversos programas televisivos (Fantástico, Globo Reporter, Jornal Nacional, etc), contribuindo também para a imprensa escrita (Revista Veja, Jornal O Globo,etc.) e é rotineiramente consultado por jornalistas de diversos segmentos.
Atualmente é responsável técnico de um dos maiores plantéis de aves exoticos do Brasil, o Criatório Mainá, em Búzios.
Presta serviços de consultoria a Zoológicos e a Empresas petrolíferas.
Atuou em grandes eventos de derrame de petróleo em nosso País e na reabilitação de animais provenientes destas áreas. 
Foi condecorado com as medalhas "Avante Bombeiro" e "
 Pedro Ernesto" (maior honraria concedida pela ALERJ).

 

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(Dr.André em atendimento às aves da criadora Giselli Almeida)

 

Não deixem de conferir o site de sua clinica www.zoomedical.com.br



1 - O que o levou a escolher Medicina Veterinária e voltada ao atendimento aos animais exóticos?
Desde a infância sempre quis ser Veterinário, meus amigos queriam ser bombeiro, policial, astronauta, jogador de futebol, e eu já tinha decidido que minha futura profissão seria Médico Veterinário. Passei a me interessar por esta área quando meu tio me chamou para conhecer um Zoo no qual ele estava construindo os recintos, acabei estagiando neste zoo em 1993 e dai em diante me encantei por animais não "convencionais" para mim, na época.

2 - Como o sr. observa a evolução da Medicina Veterinária nessa área ao longo dos últimos anos, e quais as perspectivas de trabalho para quem esta buscando formação profissional?
No Rio de Janeiro, ja está se tornando um mercado competitivo, embora poucos ainda se interessem pelo atendimento a exóticos/silvestres. É uma especialização que ainda depende de cursos particulares, mas que são rápidos e superficiais. Falta empenho das universidades para suprir essa lacuna nos cursos de MV.

3 - Quais as dificuldades que o Sr. já encontrou e vem encontrando na sua área de atuação ?
Eu diria que a maior dificuldade está relacionada aos profissionais que fazem esses cursos de pós-graduação que são extremamente rápidos e abrangem dezenas de espécies. Ter um curso de pós-graduação não dá o titulo de especialista, o profissional necessita fazer uma prova para isso. Esses cursos são, na minha opinião, um complemento para profissionais que durante sua vida acadêmica direcionaram seu curso de graduação para essa área. Um profissional que estava voltado durante sua vida acadêmica para cães e gatos, por exemplo, não vai conseguir desempenhar um bom atendimento baseado somente nestes cursos. Penso também que falta humildade por parte de alguns profissionais, eu tenho 15 anos de formado, trabalho dentro de zoológicos há quase 20 anos, e mesmo assim não me considero especialista. Outro ponto importante : infelizmente muitos colegas acabam preconizando tratamentos que requerem experiência/habilidade do proprietário, e que, por inabilidade, acabam piorando o quadro geral, pois, ao tentarem administrar medicações diretamente no bico levam suas aves a desenvolverem bronco aspiração, por exemplo.

4 - Na ultima década, temos observado um aumento na diversidade de alimentos industrializados hoje disponíveis aos animais exoticos e às aves, em quem medida isso vem contribuindo para a manutenção e longevidade dessas espécies ?
Existem poucas marcas com qualidade reconhecida no mercado nacional, porém alguns animais simplesmente não estão se adaptando e necessitam de uma dieta mais individual. Já registramos diversos casos de calopsitas com gota úrica e mais de 90 % destas, em comum, comiam exclusivamente ração industrializada. Acredito que como aconteceu com a ração para cães e gatos, vamos evoluir para rações mais equilibradas.

5 - Quais as principais orientações que o Sr. pode dar ao proprietário de pássaros de estimação, em especial calopsitas?
Fornecer habitualmente uma alimentação saudável e equilibrada, ambiente arejado e iluminado (luz natural), respeitando os horários do sono, longe de barulho e de animais que também possam estressá-las. Cuidados igualmente importantes com o pássaro também se referem à sua segurança. Se o proprietário do pássaro tiver por hábito soltá-lo para permitir a interação com a família, que seja feito sob olhares atentos num determinado período do dia, para evitar acidentes domésticos. Infelizmente, nossa clínica atende em média três animais por semana vítimas de pisadas, ou que caem dentro de panelas com líquidos quentes, pernas e pés presos em rodinhas de cadeiras, etc. Esses casos poderiam ser evitados seguindo uma rotina de supervisão. No caso de o proprietário não poder supervisionar seu animal, é preferível mantê-lo numa gaiola adequada.


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