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 FALHAS DE PENAS

 

 

 

A falha de penas pode ser decorrentes de :

 

a) herança genética 

 

b) nutrição (dieta alimentar carente/excesso de proteínas e minerais)

    Não é normal que as aves arranquem as suas próprias penas, ou das outras, ou até mesmo dos filhotes quando estão no ninho.  Se isso ocorre, é porque existe algum desequilíbrio na manutenção, principalmente a alimentar.  Isso não ocorreria se essas aves estivessem em liberdade, tendo à sua disposição tudo o que precisa.  A alimentação inadequada não se refere apenas ao fato de fornecer alimentos inadequados para a espécie, mas à quantidade de alimento fornecido, o que acaba levando a ave à obesidade, excessos vitamínicos, etc. 

Ao arrancar as penas, a ave está procurando nelas alimento de origem animal que lhe falta em sua dieta diária, o que pode tornar um vício, mesmo depois de restabelecido o equilíbrio.  Torna-se necessário a inclusão de proteína de origem animal na dieta das aves como ovo cozido, insetos, não deixando de fornecer vitaminas e sais minerais. 

 

c) intoxicações (alimentos, agrotóxicos, medicamentos)

 

d) infestação de fungos, ácaros, piolhos

   
Também pode fazer com que a ave fique se coçando ao ponto de as penas caírem, e ficarem falhas pelo corpo.  É necessário diagnosticar se essa é a causa e tratar com medicamento adequado. 

  Quando a ave está com piolhos/ácaros, costuma coçar-se com muita frequência e as penas passam a cair se o tratamento não for iniciado a tempo (não confundir com o comportamento natural que as aves têm de se coçar, que significa limpeza de suas penas). Os pombos, rolinhas, pardais são muito conhecidos por serem transmissores de doenças e de piolhos a outras aves.  A melhor maneira de evitar o contato com elas,é deixando-as afastadas do nosso criadouro,  e para isso, é necessário manter a limpeza do local. Sementes, restos de ração no chão, facilitam a visita dessas aves indesejáveis.

Quando a calopsita está infectada, ela pode passar para as demais que convivem no mesmo ambiente, por essa razão o melhor é tratar tanto da ave quanto do ambiente. Pode ser usado produto específico apropriado para aves debaixo das penas das asas e no rabo.  Além disso, é necessário lavar muito bem gaiola e poleiros, deixando-os secar ao sol.  Os poleiros ainda podem ser chamuscados na chama do fogão, ou melhor ainda, substituídos, pois os piolhos e ácaros se escondem entre as ranhuras da madeira. Na água da banheira de sua ave, você pode colocar vinagre que age de forma preventiva.

Sugestão :  após a limpeza da gaiola, utilizar HERBAL VET, diluindo 10 ml em 5 litros de água e deixar a gaiola em imersão e enxaguando bem) e trocaros poleiros por novos.

Um material interessante para leitura é este arquivo : ÁCAROS DE AVES, escrito por Alda Maria Backx Noronha Madeira - Dep. de Parasitologia ICB/USP.
 

 

e) estresse - solidão, ambiente inadequado (gaiola, aves que convivem mesmo ambiente, etc.)

Aves solitárias podem desenvolver o vício de se auto-mutilar, arrancando suas próprias penas. Por essa razão, é oportuno que a ave sempre tenha uma companhia de sua espécie, mesmo que ela seja muito ligada ao seu dono e à família, com quem possa dividir seu dia a dia.  Ofereça também brinquedos (apropriados para aves) para que possa se distrair.

 

f) giardíase (parasitas)

 

 Piolho é o nome comum a insetos parasitos de duas ordens distintas, que têm em comum a ausência de asas: a dos anopluros, ou piolhos sugadores, que afetam sobretudo os mamíferos; e a dos malófagos ou mastigadores, que infestam mamíferos e aves.

Os malófagos das aves se nutrem de penas e do sangue obtido da raiz da pena em desenvolvimento. Nas calopsitas com penas claras é fácil visualizar os piolhos.



piolho passeando por entre as penas

 

piolho (detalhe)



mosca típica de pomba, que pode atacar a calopsita





ovos de piolhos próximos às hastes das penas (central)


                    imagem cedida pelo Dr.Felipe Bath

 

 

  

Tratamento : não utilize o produto FRONTLINE, pois é específico para cães e gatos, além de,  ao ser borrifado o produto em aerossol, o mesmo pode ser aspirado pela ave, o que causaria intoxicação.  O produto não se espalha bem pela pele, podendo ocasionar vermelhidão localizada, pois é um produto desenvolvido para uso em pele de mamíferos, apenas um veterinário pode indicar a dosagem para a ave.   Por essa razão, o mais indicado é o uso de medicamento em pó para evitar efeitos colaterais.

 

 

AUTO-MUTILAÇÃO DE PENAS

 
Caracteriza-se pelo arrancamento ou destruição das próprias penas ou das penas de outras aves que dividam o mesmo ambiente. 

Quando a ave arranca suas próprias penas, as áreas afetadas são as que ela consegue alcançar (peito, dorso, asas), permanecendo intactas as penas da cabeça e pescoço.  Esse comportamento pode causar lesões irreversíveis nos folículos das penas, criando áreas de alopecia definitiva.

Suas causas podem ser físicas ou comportamentais.   Pode estar relacionada a uma parasitose crônica não tratada, uma alimentação hipercalórica e pobre de vitaminas e sais minerais, gaiola inadequada, infecções crônicas como dermatite, hepatite, etc.

Para tentar identificá-las, é importante inicialmente resgatar um conjunto de dados a respeito do dia a dia da ave, observando-a dentro do ambiente em que vive, as demais aves que convivem juntas, a relação ave x dono, o manejo reprodutivo, a alimentação, a saúde, período de sono, tratamentos e doenças anteriores, excrementos. etc.

Primeiro passo é um veterinário realizar um check up para descartar todas as causas mencionadas, O maior problema é que algumas aves mantém a automutilação mesmo após as causas serem combatidas.  Por exemplo : devido a falta de vitaminas, as penas crescem frágeis e quebradiças e constantemente quebram e sanguam, a ave sente dor e arranca, depois quando o canhão novo volta a nascer, a ave associa isso ao episódio de dor e de imediato o arranca, pois ela acha que vai doer, isso significa vívio.

Cada caso é um caso e não deve ser analisado como um único, as soluções podem ser encontradas na aquisição de uma outra ave da mesma espécie para companhia, ou permitir que a ave mude de ambiente.  Dependendo da gravidade, acaba sendo necessário o uso do colar elizabethano durante um determinado tempo para impedir que mais penas sejam arrancadas, mas isso deve ser decidido como último recurso, pois o colar incomoda a ave nos primeiros dias, e priva-a de fazer a limpeza diária de suas penas, podendo ocasionar mais estresse.
 



Causas físicas

É importante que o veterinário faça exame físico minucioso, observando o estado das penas (aspecto geral, os folículos, a coloração, presença de ectoraparasitas), pele, bico, e condição física geral.

Exame de microscopia das penas são necessários para identificar ectoparasitas (ácaros, sarna cnemidocóptica), fungos e bactérias.  Exame de fezes indicam a presença de endoparasitas (giardia, protozoários e helmintos) e alterações na flora intestinal.  Outros tipos de exames podem ser solicitados pelo veterinário (microbiologia, biópsia da pele, função da tireóide, etc.)

Outras causas : clamidiose, dermatites, alergias (alimentos, aerossóis, etc.), fumaça de cigarro, desnutrição, baixa umidade do ambiente, intoxicação por chumbo/zinco, períodos excessivos ou mínimos de luz solar, corte incorreto das penas das asas, neoplasias (tumores), etc.

 

 

 


Causas comportamentais

Tédio, espaço pequeno, medo, ansiedade, solidão, ciúmes, superpopulação na gaiola, estresse, mudança repentina de ambiente, medo de pessoas e de animais estranhos.

O tratamento depende do diagnóstico da causa.  Inicialmente, em alguns casos, torna-se necessário usar um colar elizabetano.  Protudots fitoterápicos, homeoáticos e acupuntura têm sido empregados por veterinários especializados nessas áreas.

 



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