USO DE ANTIBIÓTICOS
Todo e qualquer medicamento deve ser ministrado à ave com muita cautela. Os antibióticos são úteis e necessários no controle das infecções, porém, podem alterar ou destruir a flora intestinal, composta predominantemente por microrganismos Gram-positivos, deixando a ave com baixa imunidade, o que a torna mais susceptível a infecções secundárias por bactérias resistentes, anaeróbios e levedura. Comprometem também potencialmente o fígado, ocasionando lesões hepáticas.
O primeiro passo na seleção de um antibiótico é certificar-se se é necessário o seu uso no tratamento. Aves de companhia muitas vezes exibem sinais inespecíficos de doença, e o veterinário deve estar certo se há presença de infecção e identificar seu foco antes de utilizá-lo. É muito importante a escolha do medicamento, a dosagem adequada e o período necessário para o tratamento. Se os sinais clínicos são vagos ou inespecíficos, dados laboratoriais podem complementar/confirmar a suspeita.
As aves são muito sensíveis aos efeitos imunossupressores dos corticosteróides, e seu uso não é geralmente recomendado.
O uso de antibióticos, na maioria das vezes, é feito de forma indiscriminada, sem aval de veterinário, por decisão própria ou indicação de quem já fez seu uso.
Para ajudar na proteção do fígado, durante o uso de antibióticos, é importante oferecer à ave protetor hepático, tais como :
LEGALON SUSPENSÃO (farmácia humana)
0,5ml para 100ml de água, no bebedouro, ou 2 gotas direto no bico a cada 8 horas.
ORNITAGIM (farmácia humana)
2ml para 100ml de água.
FLORATIL (farmácia humana)
Diluir 1 envelope em 1 colher de sobremesa de água e dar 3 gotas a cada 48 horas.