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Início / Cuidados Básicos / Reprodução / Postura crônica de ovos

 

Todo o ciclo de produção e da postura dos ovos é algo magnífico. A fêmea utiliza suas reservas de proteína, cálcio e minerais não tão somente para a "fabricação" do ovo, como também para se manter durante esse fase.

 Esse ciclo é estimulado por diversos fatores : 
 
--> duração do dia,
--> disponibilidade de alimento,
--> desejo de acasalar,
--> época de chuvas (umidade), e outros fatores.
 
Importante saber :para que os ovos sejam botados não é necessário que a fêmea tenha sido anteriormente copulada. 

A casca de um ovo é feita principalmente de cálcio.  O cálcio é proveniente das reservas do organismo da fêmea.  Os ossos e músculos fornecem quase que todo o cálcio necessário para a casca do ovo.  As reservas de cálcio, portanto, precisam ser repostas para que o organismo possa continuar a funcionar normalmente, atuando na construção de ossos fortes e nas contrações dos músculos.  Quando ocorre a postura crônica de ovos, as reservas de cálcio tendem a esgotar-se.  Esta condição é conhecida como hipocalcemia. Quanto menos reserva de cálcio, mais tempo a fêmea leva para formar e expelir o ovo.

O problema mais comum na postura das fêmeas associado com a hipocalcemia, é o "ovo atravessado/ovo preso", isto é, a fêmea não consegue expelir o ovo, ou fica debilitada e demora para expelir o ovo.  Com a baixa reserva de cálcio, os músculos uterinos são incapazes de contrair e empurrar o ovo para fora do corpo, e pode fragilizar a estrutura dos ossos também. Outros causas para o ovo preso : Fatores ambientais e de ordem genética, bem como alimentação inadequada. 

Algumas espécies são mais propensas a postura crônica de ovos, dentre elas as calopsitas, agapornis e periquitos. 

É importante prevenir o excesso de postura, pois irá trazer problemas de saúde à ave, com algumas medidas : 

1) O principal fator para prevenção está relacionada à nutrição.  A alimentação da ave deve ser baseada numa dieta completa e balanceada.  Ofereça não apenas sementes, mas também rações que visam complementar e corrigir a deficiência dos nutrientes.  Cálcio, vitamina A, vitamina D e aminoácidos são essenciais para a absorção do cálcio pelo organismo e pela sua própria utilização. 

2)  A próxima etapa é sua ave ser examinada por um veterinário, incluíndo um verdadeiro check up : exames de fezes, de sangue, etc. 

3) Tendo em vista que a luz natural ajuda na liberação dos hormônios que induzem ao ciclo reprodutivo,  o próximo passo é reduzir a quantidade de horas diárias de luz natural que a ave recebe durante o dia (entre 8 a 10 horas diárias de luz natural por dia), mudando a gaiola para um local menos claro ou cobrindo-a com 1 pano.

4) Mudar a gaiola para um novo ambiente da casa, mudando de local os brinquedos, os potes, etc, também ajuda.

Mesmo tomando todas essas providências, a fêmea pode vir ou continuar a botar ovos.  Há criadores e veterinários que atestam que o melhor a fazer é deixar a fêmea incubar os ovos botados (no máximo em torno de 5 a 6 ovos), por um período aproximado de 20 dias,  mesmo que não tenham sido galados, pois dessa maneira, ela teria saciado o desejo de procriar.  Dessa forma, a fêmea naturalmente completaria o ciclo de choco e abandonaria os ovos por decisão própria.  
 
Portanto, os ovos não deveriam ser jogados fora, pois à medida que se joga um ovo, a fêmea põe um novo ovo para repor aquele que foi retirado.  Alguns criadores sugerem que colocando ovos artificiais logo após o primeiro ovo botado, dá a sensação à fêmea que a quantidade de ovos já são suficientes para iniciar o choco, portanto, a fêmea não botaria mais ovos além do primeiro ou segundo. 

6) Finalmente, remover tudo o que possa estimular a ave a criar : ninhos ou objetos que tenham essa característica), inclusive lugares dentro da casa que a ave possa se instalar (caixas, ambientes escuros como a parte debaixo da cama, de armários, etc.), brinquedos ou objetos que a ave os use para simular acasalamento. 

Uma medida muito importante : forneça cálcio à ave!  Seja bloco de cálcio, osso de siba, ou cálcio em líquido (Avitrin Cálcio, Cálciovet, por exemplo).

Observamos entre os membros da comunidade uma relação estreita entre as fêmeas que botavam ovos sozinhas, ou de forma ininterrupta (postura crônica) e o fato de viverem mais tempo fora do que dentro da gaiola.  Praticamente a grande maioria das fêmeas com esse problema, ao andarem com liberdade pela casa de seu dono, elegiam locais parecidos com ninhos, para iniciar postura (embaixo de armários, buracos, caixas, etc.), portanto, seria uma maneira de contribuir, mesmo que de forma indireta, que a ave inicie postura.  Fica aqui o aviso. 



OVO SEM CASCA 


Causas :

 

Deficiência de cálcio decorrente de posturas seguidas e alimentação inadequada.

 




 
 

 

OVO PRESO

 

Leia esse assunto no capítulo SAÚDE - Ovo Preso.

 

 
POSTURAS SEGUIDAS : O QUE FAZER

 

Conforme relatamos acima, não é adequado que o casal tenha ciclos reprodutivos em sequência, no máximo duas posturas seguidas, e três posturas ao ano, pois é primordial dar descanso às aves.
 
Ocorre que muitas vezes o criador não sabe o que fazer quando a fêmea inicia novo ciclo, principalmente quando os filhotes ainda estão no ninho.  Se os filhotes já foram tratados pelos pais e passeiam pela gaiola, retire o ninho.  Pode ser que mesmo assim a fêmea ainda bote um ou outro ovo no fundo da gaiola, nesse caso é só jogá-los fora.
 
Se os filhotes ainda estão no ninho e estão com aproximadamente 35 dias de vida, uma solução seria retirar o ninho e deixar os filhotes no chão da gaiola, pois o casal continuará a alimentá-los normalmente.  

Se é a segunda postura seguida e o casal apresenta-se bem, o casal pode cuidar dos filhotes ao mesmo tempo que a fêmea inicia postura e choco dos ovos.  Nesse caso, somente aposte em casal que já criou anteriormente, que sejam bons pais, cuidadosos e experientes, para não correr o risco de o casal não alimentar adequadamente os filhotes preferindo chocar os ovos.
 
 Tenha sempre disponível uma gaiola de tamanho adequado para abrigar os filhotes tão logo fiquem independentes, já comendo sozinhos. Apesar de as calopsitas tolerarem seus filhotes na mesma gaiola, não é do agrado deles ficarem com os mesmos indefinidamente, em especial quando iniciam novo ciclo reprodutivo.

Nunca separe o casal para evitar que procriem ou iniciem nova postura, as calopsitas sofrem estando distantes de seus pares.
 

 



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