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Início / Informe-se / Novidades / 20/05/2009 - Revista Veja (Vejinha/SP) - Carinhosa e exibida

 

Revista VEJA
Edição 2113
20 de maio de 2009
 

Animais
Carinhosa e exibida

Assim é a calopsita, a mascote exótica que, segundo
pesquisas científicas, é um dos poucos animais capazes
de dançar acompanhando o ritmo de uma música


Carolina Romanini

Lailson Santos
AMIGUINHO ALADO
Lourdes e Mansur com o filho, Fábio,
dono da calopsita Querida. "Ele se
encantou com o pássaro bonzinho
que pousava na mão", conta a mãe

Esta é a calopsita

País de origem
Austrália

Família
Cacatuas

Quanto vive
15 anos

Tamanho
30 centímetros

O que come
Ração específica
A comida normal de passarinho
é gordurosa demais para seu
fígado delicado

Preço
80 a 300 reais
Dependendo da cor e do temperamento



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Todo mundo acha adoráveis os filhotes de cães e gatos, mas há quem prefira dedicar carinho a mascotes menos convencionais. Os novos bichinhos eleitos por essa turma são as calopsitas, aves de origem australiana que, reproduzidas em cativeiro, se espalharam pelo mundo nos últimos anos. Dona de um canto semelhante a um assovio, capaz de imitar os sons da voz humana quando treinada, a calopsita é aparentada ao papagaio, mas diga-se isso ao dono de uma delas e ele poderá ficar bravo. Com penas brilhantes, topete à Elvis Presley e vocação para se exibir erguendo os pés alternadamente, ela é um raro caso de ave capaz de demonstrar carinho pelo dono aninhando-se em seu pescoço ou cabeça – como se fosse um gatinho. Quando domesticada desde bem pequena, enquanto ainda se alimenta de papinha especial – que deve ser levada ao bico pelo dono –, torna-se excelente animal de estimação. Pode ser criada até em apartamento. Normalmente, cortam-se algumas de suas penas para que ela não voe muito alto nem fuja pela janela. Crueldade? Dizem os especialistas que não.

"A poda da asa da calopsita, quando feita corretamente, não a prejudica e permite que ela voe, em segurança, de um móvel para outro na casa", diz o veterinário André Grespan, dono de uma clínica especializada em animais exóticos. O comportamento dócil das calopsitas é o que mais fascina. Algumas já ganharam um lar na casa de famosos, como a modelo e apresentadora Ana Hickmann e a ex-primeira-dama do estado de São Paulo Lu Alckmin. Para o empresário paulista Fábio Mansur e sua mulher, Lourdes Martins, que presentearam o filho Fábio, de 7 anos, com a calopsita Querida, o que chamou atenção foi a amabilidade do animal. "Vimos o bichinho pela primeira vez na casa de uma amiga e meu filho se encantou com o ‘passarinho bonzinho’ que vinha à mão e não voava alto", conta a mãe.

O canto e a dança das calopsitas adquiriram notoriedade na internet em 2007 quando uma delas, batizada de Snowball, protagonizou um vídeo em que dançava longamente ao som de sua música favorita, Everybody, da banda Backstreet Boys. O vídeo, além de atrair 3 milhões de espectadores, despertou o interesse de um grupo de pesquisadores do Instituto de Neurociências de San Diego, na Califórnia, que decidiu investigar a dança de Snowball. Para se certificarem de que a ave estava realmente dançando, os cientistas a submeteram a um teste com onze versões de sua música favorita, com o ritmo alterado. Snowball mudava seu gingado a cada nova versão. Aparentemente, ela de fato reproduzia o que escutava com movimentos corporais. O estudo propõe que a habilidade de alguns animais de acompanhar a música com movimentos do corpo é conse-quência de mecanismos desenvolvidos com outros fins, como a capacidade de emitir sons. Esse seria também o processo que, ao longo da evolução, permitiu que o ser humano se tornasse um exímio dançarino.

Estimulado pelo estudo com Snowball, um grupo de pesquisadores da Universidade Harvard analisou 1 000 vídeos de animais – aparentemente – dançantes. Em apenas quinze deles os animais pareciam acompanhar o ritmo da música que ouviam com movimentos do corpo. O grupo era composto de catorze espécies de aves, todas aparentadas à calopsita e ao papagaio, e um surpreendente elefante asiático. "Agora, vamos analisar mais detidamente o comportamento dançarino dos elefantes, para confirmar nossas teorias", disse a VEJA a psicóloga Adena Schachner, que conduziu o estudo de Harvard. Enquanto os cientistas buscam explicações para a dança das calopsitas, elas fazem a delícia de quem as transforma em mascotes.


 


 

 

 

COMENTÁRIOS :

É...de fato, foi uma reportagem legal...Mas é legal para nós que conhecemos e cuidamos com critério de nossas calôs...Tenho receio de que uma reportagem tão favorável e numa revista de circulação tão ampla como a Veja, acabe por desencadear uma procura enorme por calopsitas..e que a grande maioria dessas pessoas não tenham o mínimo conhecimento de como cuidar. 

E também que não se interessem em pesquisar... Apenas compram, cuidam mal, exigem retribuição rápida (querem que falem, dancem, etc) e depois abandonam as calos à própria sorte...


Laís - São Paulo/SP


A matéria incentiva a criação de um mascote sendo que a maior parte dos vendedores e criadores só se importam com o lucro. Vendem o bichinho como um objeto (na verdade como na maior parte da criação de cães e gatos, mas as pessoas estão habituadas a levá-los ao veterinário)! Não ensinam a cuidar, não comentam das consultas veterinárias, da alimentação apropriada. A revista poderia ter conscientizado mais as pessoas, ao invés de tratar como se fosse um pássaro lindo e de custo nulo.

Janie - São Paulo/SP

 

 



OPINIÃO DO PORTAL :

Matérias a respeito da calopsita, ou de qualquer animal que possa ser de estimação, precisam ser melhor abordadas, não apenas mencionando os pontos positivos em tê-los como também os cuidados necessários e a responsabilidade exigida por parte de seu futuro dono.

Expor a calopsita como um pet agradável de se ter dessa forma, vai contra totalmente às nossas orientações, inclusive no nosso portal, contribuindo para que as pessoas sem conhecimento algum a respeito da ave, venham a adquirí-la de forma impulsiva.
 
Além disso, alguns outros pontos :

"...
O canto e a dança das calopsitas adquiriram notoriedade na internet em 2007 quando uma delas, batizada de Snowball, protagonizou um vídeo em que dançava longamente ao som de sua música favorita, Everybody, da banda Backstreet Boys...", porém o vídeo mostrado pela revista refere-se à uma cacatua e não à uma calopsita.   Embora a calopsita (sexo masculino) possa ter comportamento similar, não é garantido que todos os exemplares terão tal comportamento.
 
Quando domesticada desde bem pequena, enquanto ainda se alimenta de papinha especial – que deve ser levada ao bico pelo dono –, torna-se excelente animal de estimação", leva a crer que a domesticação se dá apenas pela alimentação no bico, induzindo ao leitor a acreditar que esse processo (alimentar o filhote) pode ser feito por qualquer pessoa.

Fica aqui nosso alerta!!!

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